GT 1: Teorias da Folkcomunicação: Fundamentos e Metodologia

Ementa: Este GT tem como foco as discussões científicas da Teoria da Folkcomunicação, as reflexões resultantes das intersecções com outras teorias das Ciências Sociais e Humanas e os diferentes aportes metodológicos utilizados na realização de estudos e pesquisas de campo. Busca-se discutir a base epistemológica e teórica da Folkcomunicação e os métodos das pesquisas que envolvem os diversos objetos da área.

Coordenação: Dra. Cristina Schmidt (UMC/Mogi das Cruzes e Rede Folkcom)
Relatora Dra. Aparecida Tenório Salvador Costa (POSMEX/UFRPE)

GT 2: Morfologia da Folkcomunicação: Gêneros e Formatos

Desdobramentos empíricos, analíticos ou reflexivos, gerados em distintos espaços geográficos e nos múltiplos campos do conhecimento (Artes, Literatura, Jornalismo, Publicidade, Audiovisual, Turismo, Marketing etc.), ancorados nas tradições populares e na agenda midiática, de forma a preservar as identidades culturais. Formatos e tipos folkcomunicacionais, como lendas, literatura de cordel, cantoria, xilogravura popular, modos de expressão legitimados pela religiosidade rústica – como os ex-votos, amuletos e presépios. Formatos lúdicos como bonecos de barros, brinquedos artesanais e brincadeiras de criança. Igualmente, estudos pouco fincados nas raízes históricas da cultura brasileira, como as tatuagens, o funk carioca ou o rap paulista, além de sons e ritmos mestiços, como choro, baião, vaquejada, forró, rasqueado e lambadão. Manifestações como comícios políticos, abaixo assinados, santinhos de propaganda ou cantos de trabalho.

Coordenação: Dr. Marcelo Pires de Oliveira (UESC e Rede Folkcom)
Relatora: Dra. Suely Maux (UFPB)

GT 3: Conteúdos da Folkcomunicação

Ementa: Este GT pretende ser o espaço para a divulgação das pesquisas em folkmídia, folkturismo, folkmarketing, cibercultura e demais formas de manifestações da cultura popular e popular midiática que, ao longo do tempo, têm se mostrado como nova área de possibilidades em pesquisas no campo da Folkcomunicação. Entende-se mídia como os diferentes veículos de comunicação de massa que, de alguma forma, apropriam-se de elementos da cultura popular. O GT, também, abre espaço para estudos que tenham como foco os processos comunicacionais que integram as manifestações de cultura popular, sejam de cunho religioso, turístico ou mercadológico.

Coordenação: Dra. Beatriz Dornellas (UFRGS e Rede Folkcom)
Relatora: Dra. Clemencia Elvira León Martínez (Universidad Sergio Arboleda, Colombia)

GT 4: Folkcomunicação e Desenvolvimento Local

Ementa: Este GT discute as ações de mecanismos folkcomunicacionais que incidem na articulação entre vários atores sociais e instâncias de poder, sejam a sociedade civil, organizações não governamentais, a iniciativa privada, as instituições políticas, ou mesmo, o próprio governo. Cada um exerce seu específico papel comunicacional na consolidação do desenvolvimento local.

Coordenação: Dr. Marcelo Sabbatini (UFRPE/Recife e Rede Folkcom)
Relatora: Dra. Ana Paula Sobral (FACIPE)

GT 5: Cidadania e sustentabilidade ambiental, social e cultural

Ementa: O chamado “tempo das catástrofes” é marcado pela necessidade de questionar o que facilmente se tem como desenvolvimento e fazê-lo responder às consequências. É a contestação de quanto insustentável é esse crescimento nos moldes que tem se apresentado, a famosa “crise”. O desafio é pensar “um futuro que não seja bárbaro”, uma vida depois do crescimento econômico. Essa nova época aponta para uma natureza que precisa ser protegida contra os danos causados pelos homens, mas ao mesmo tempo incomoda, pois questiona os saberes e modos de vida. Nesse sentido, a problemática da sustentabilidade representa uma crise de civilização, do pensamento ocidental, da racionalidade moderna, do modelo econômico, do paradigma do afastamento que terminou por negar as relações entre sujeito/objeto, organismo/ambiente, causa/efeito. Afasta-se, portanto, da concepção de catástrofe ecológica, autônoma e espontânea, e aproxima-se da constatação de que a natureza foi negada e explorada a partir da conversão do ser em homo economicus. Representa a necessidade de redescobrir o lugar que o homem deve ocupar na natureza, de “ressituar” o ser humano no mundo. Assim, o Grupo de Trabalho propõe-se a discutir a necessidade de conceitos como cidadania, inclusão social, ancestralidade, etnicidade, territorialidade, cultura e identidade coletiva, serem analisados, também, como uma problemática sustentável, bem como, discutir as posturas que optam pelo dualismo entre o humano e o natural, enxergando identidade cultural e proteção ambiental como valores opostos.

Coordenação: Dra. Clarissa Marques (FACIPE)
Relatora: Dra. Rita Patrícia (FACIPE)